Pesquisa da USP mostra que união das duas práticas pode melhorar funções cognitivas importantes
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo traz novos caminhos para o tratamento da Doença de Parkinson.
A pesquisa foi conduzida na Escola de Educação Física e Esporte da universidade e investigou os efeitos da combinação entre exercícios aeróbicos e tarefas cognitivas em pacientes diagnosticados com a doença.
O que foi analisado?
O objetivo foi avaliar se unir atividade física com estímulos mentais poderia potencializar os benefícios já conhecidos do exercício.
Isso porque o Parkinson afeta tanto os movimentos quanto funções cognitivas, como memória, atenção e raciocínio.
Como o estudo foi feito
Os testes foram realizados com 20 voluntários diagnosticados com Parkinson.
Eles participaram de três tipos de intervenção: apenas exercício físico, apenas tarefas cognitivas e a combinação das duas práticas.
Cada sessão teve cerca de 30 minutos, com acompanhamento dos pesquisadores em laboratório.
Os principais resultados
Os dados mostraram melhorias em habilidades cognitivas importantes, principalmente na flexibilidade mental e no controle de impulsos.
Mesmo em intervenções curtas, os resultados indicaram que a combinação das duas atividades pode trazer benefícios relevantes para o funcionamento do cérebro.
Por que isso é importante?
Pessoas com Parkinson costumam ter dificuldade em tarefas automáticas, como caminhar, já que o cérebro precisa de mais esforço para controlar movimentos simples.
A proposta de unir exercício físico e estímulos mentais surge como uma estratégia complementar ao tratamento tradicional.
Um caminho que ainda está sendo explorado
Os próprios pesquisadores destacam que mais estudos são necessários, com maior número de participantes e acompanhamento por mais tempo.
Ainda assim, os resultados já apontam para novas possibilidades no cuidado com pacientes.


